Com as mudanças em curso, impulsionadas pelo decreto e pelas portarias da Polícia Federal, as empresas de monitoramento, rastreamento, vigilância e formação precisarão revisar seus modelos de negócio e redesenhar suas estratégias para os próximos cinco anos.

Cinco anos, Pedrosa? Sim.

Até 10/09/2027, parte significativa da implementação da Lei 14.967/24 estará em andamento. Nos próximos três anos (2030), o cenário será por parte de muitos de adaptação, resistência e tentativa de reduzir os impactos das novas exigências.

É importante compreender que este novo marco regulatório inaugura uma das mudanças mais profundas já vividas pela segurança privada desde o início de sua regulamentação, em 20/06/1983, com a lei 7.102/83.

Por isso, o redesenho estratégico deixa de ser opcional e passa a ser inevitável.

As mudanças tendem a atingir todos os prestadores de serviço do setor: empresas de monitoramento e rastreamento, escolas de formação e empresas de vigilância.

Também é fundamental destacar que o consumidor de “segurança” passa a assumir um papel ainda mais relevante, tornando-se o primeiro fiscal da lei e podendo, inclusive, ser responsabilizado com multas severas.

Esse novo momento exige cautela, técnica e planejamento aprofundado. Não há mais espaço para decisões baseadas apenas em “achismos” ou em reuniões rápidas voltadas exclusivamente para vendas.

O Estatuto da Segurança Privada não pode ser analisado apenas pela ótica da autorização junto à Polícia Federal, como muitas empresas ainda estão fazendo.

O tempo que passou desde 10/09/2024 até agora foi precioso e fará falta. As empresas que já iniciaram internamente sua conformidade organizacional entrarão mais preparadas na nova era, enquanto outras ainda estão tentando se adaptar às normas.

A cultura é um caminhão

O que realmente vai mudar é o modelo de operação e a forma de entregar os serviços de segurança. Estamos diante de um novo mercado, com variáveis novas e mais complexas.

O desafio aumenta porque tudo isso mexe diretamente com a cultura das pessoas.

A cultura não muda com uma palestra, um curso, uma reunião ou um livro. A cultura se transforma por meio de processos e procedimentos repetidos diariamente, até que virem parte da rotina da empresa.

Compreender e aplicar os novos códigos exige tempo para absorção e maturação. A transição até 10/09/2027 é, acima de tudo, estratégica.

A essência dessa mudança são as pessoas — e as pessoas, como sabemos, são complexas.

Fazer um caminhão sair do lugar exige esforço. No início, é difícil. Mas, uma vez em movimento, ele ganha fluidez e passa a exigir menos força para avançar.

A cultura é o caminhão com as pessoas que fazem a sua empresa.E quem a impulsiona são os líderes. Você!

O velho e o Novo

A convivência entre o modelo antigo e o novo cria uma janela importante para reorganização e reposicionamento comercial.

Quem se antecipar terá vantagem estratégica, menor impacto e mais condições de crescer de forma sustentável.

Quem esperar, por outro lado, pagará mais caro: perderá competitividade, terá dificuldade para manter seu espaço e corre o risco real de ficar para trás.

As empresas que revisarem suas estruturas durante essa transição poderão preservar seus mercados e fortalecer sua posição em um ambiente que será muito mais competitivo.

Será um jogo de primeira divisão, com risco real de rebaixamento.

O Estatuto exige profissionalização do setor e visão estratégica. Quem compreender a nova lógica antes dos concorrentes terá uma vantagem enorme.

Nesse novo cenário, o compliance jurídico deixa de ser apenas uma obrigação formal e passa a integrar o centro das decisões estratégicas da segurança privada.

A relação entre receita, custos e margem líquida também vai mudar. Os contratos precisarão ser revistos e precificados sob uma nova lógica. Segurança tem custo — e, se a empresa não equilibrar sua operação nessa nova era, o caixa será comprometido no médio prazo.

Em outras palavras, mais do que apenas se adaptar à lei, este momento pede um planejamento estruturado para os próximos três anos, no mínimo.

Primeiro, para se manter firme e proteger seus ativos. Depois, para crescer em um mercado que continuará em transformação pelos próximos cinco anos.

Em que momento está a sua empresa dentro desse cenário?

A boa notícia é que ainda há tempo para reagir e iniciar, de forma séria, o processo de transformação do seu negócio.

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